sábado, 31 de julho de 2021

Agora é só baixar Epifanias



https://www.mediafire.com/download/p7sese37bovq7y6

Espero que gostem e caso não gostem, também quero saber.
Volto em breve para as nossas interações.
Um xeru em cada um de vocês.

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Série Poetas da África


SEUS ENCANTOS

O seu olhar me fascina,
Sua beleza me encanta,
A sua voz me domina,
Teu jeito me atrai e me acende.


Viver sem você me espanta,
Se eu me sentir inseguro,
Só o seu toque me acalma,
Você com seu doce encanto
me alivia até a alma.


Teu sorriso me faz bem na memória,
Teu falar pra mim é doce feito o mel,
Vem e vamos fazer história,
Ficaria contigo mesmo sendo estéril.


Você me estremece com o seu carinhar, 
Me arrepia com o seu abraço, 
Me conquista com atitudes E me sacia com seu corpo.


Contaria as estrelas para te dar,
O universo pararia só pra ver você passar,
Te amo, te espero o tempo que for preciso,
Todas as minhas angústias acabam com seu sorriso.

Nome: José Fernando Zeferino António

Psiudônimo: Jozivaldo Fernandez[Mr Elementar]

País: Angola

Cidade: Sumbe, Cuanza-Sul.

Autor de MOMENTOS, e-book lançado no último dia 24/07/2021.

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Série Poetas da África


Nome: António Epuca
Pseudônimo literário: Antony William
País: Angola
Cidade: Benguela


Assim falou o poeta

Vê há versos 
Escritos ao avesso
à guisa escasso
Num pelejar 
De Universos 
à deriva

Velas acesas 
no alto mar 
Nada ouço
Senão o silenciar 
Das ondas 
Nada vejo 
Senão o velejar 
Das canastras silenciosas

Vê 
Há versos
Versejados
com tinta verde 
do poeta profeta 
Que vê o porvir 
Nos seus devaneios
Líricos de sentir

Vê 
O poeta assim
Falou 
Não Zaratustra
Há versos
Que valem no futuro 
Dançar ao som da orquestra
Do sim de uma lágrima
Cansada de ser lacrimejada

Vê 
O poeta faz versos 
às vezes ao avesso
Mas valem para o universo.

Em breve tem Sinfonias do Desespero,você não vai deixar de ler,não é mesmo?

segunda-feira, 26 de julho de 2021

Série Poetas da África


NOME: ANTÓNIO KATEVE SINGELAS

CIDADE: BENGUELA

PAÍS: ANGOLA


RUAS VAZIAS

Ruas vazias
Acordei e pensei
Nos formigueiros 
Que já não se agitam 

Ruas vazias
E as praias
São navegadas 
Por jangadas 
Dos ventos
Surgem apenas lamentos
Dos eventos
Do dia-a-dia
Os motivos de alegria

A distância tornou-se
Instrumento de peleja
Entre a saúde e a doença

África 
América
Asia
Oceânica
Europa
Falando de um só
Adversário

O normal 
Tornou-se anormal
Será que o normal
Voltará a ser normal
Não sei

Há liberdade 
Apenas no interior
Pois no exterior
As ruas
Estão vazias.


21/05/2020
"Mar de Letras" foi o dueto que escrevemos e atualmente somos membros administrativos do Grupo ANGOLARTE no Facebook

sábado, 24 de julho de 2021

Série Poetas da África


”O confessar de um filho”

Pai, eu sou capaz.
Pai, eu sofro nesse país
Não encontro os meus raízes

Estou escondido nesse capuz 
Eu estou perdida na paz
Ó pai, não sei onde ir.
Não sei onde sorrir

Ó paizinho, queria voltar 
A brincar com carinho
Na esperança de ganhar carinho

Ó pai, estou perdido nesse caminho 
Cheio de gafanhotos que voam
Atrás da minha comida, 
Mas eu não tenho nada.

Ó paizinho, queria, poderia, até conseguiria
Procurar minha espada de esperança.
Mas pai, eu sofro, eu oro, eu choro.

Minhas lágrimas não comove ninguém 
Eu sei, eu sei pai, eu sei. 
Ó pai, paizinho, a vida continua.
A natureza continua, a esperança avança.

A esperança avança
Nas pessoas injustas.
Eu sei bem disso pai,
Eu vou resistir.



Nome: Nelito Miguel Silva 
País: Moçambique 
Cidade: Nampula 
Província/estado: Nampula
 
http://labsamozambique.blogspot.com/

https://www.facebook.com/nelitomiguel.silva

A expressão em dueto nos mostrou que nada barra "A fronteira da imaginação".
 

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Série Poetas da África


Nasceu o homem em mim quando meus olhos brilharam nos teus.
Teu amor revelou-me o céu: 
Já não sou mais eu, o menino em mim morreu...
Sou homem e sou teu! 

Agora vagueio pelas ruas álacre 
Animado pelo beijo que minha alma recebeu dos teus lábios... 
Criei asas e posso voar
Em ti sou cativo e contigo vou até o infinito. 
Já nada mais pode nos parar 
Uma vez estrela não se pode mais parar de brilhar 

E neste amor somos assim 
Estrelas no ar de nossos corações a brilhar, somos divinos mesmo em nossa humanidade 
Somos reais cristais de felicidade jorrando laivos de poesias 
Espelhos de nossas almas em univocidade!

Nos teus olhos me descobri, deixa-me neles mergulhar até a profundidade! 



Jub Esunga
Maio/2021
Benguela/Angola

temos um projeto que ainda não posso falar

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Série Poetas da África



Além do Oceano 


Além do oceano escrevi meu poema 
Cantei minhas estrofes 
Derivei meus versos 
Narrei minha história 
Conquistei meu espaço 
Realizei meu desejo 

Lá!
Do outro lado mundo corri na direcção do amor e realização 
Lutei como um leão 
Acendi meu ego 
Deambulei com a metáfora 
Enfrentei a hipérbole 

Além do oceano meus olhos brilharam 
Meu coração vibrou 
Minha alma clamou
Minha língua confessou 
Minha vida transbordou 
Meu destino surgiu


Benilson Gaspar 
Luanda/Angola

19/07/21

com ele fiz o primeiro dueto poético: Realce do amor

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Enganos


Chegou fazendo barulho
Ocupando os espaços
Parecia ser a felicidade

Entrou
se instalou
e foi ficando…

Permiti
deixei que ficasse
Foi toda sua
vivi a liberdade

A alegria não durou muito
Por algum tempo
deixei que me enganasse

Achou que nada via
Fingi que nada percebia
E você ria...

Agora,peço que vá
nem precisa se despedir
É só sair,simples assim!

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Um olhar de confirmação


Adrielly,teimosa como só ela! Corria pela casa,chamando sua avó para brincar de esconder. Em dado momento,tropeçou em algo e caiu.
Abriu o berreiro,se lamentando:
-Tá doendo! Tá doendo!
-Falei pra não correr feito doida. Disse sua avó, enquanto lavava os pratos.
Depois de acalmá-la,sua avó voltou ao que fazia,dizendo-lhe:
-Chore não mulher! Vai passar. E assim que eu acabar esses pratinhos a gente brinca. Tá bom?
-Ta doeeeen-do vó!
-Deixe vovó acabar,já falei.
A menina olhava a avó contrariada,insistia que não ia parar de doer.
Sua avó, calmamente brincava com a situação, enquanto falava que tudo passa,nada dura para sempre. Mesmo a dor,uma hora acaba.
-Vó…tá doendo muito!
-Vovó já olhou. Nem machucou tanto!
-Machucou muito,sim!
-Deixe de fazer zuada,menininha de vó!
A avó olhava para a neta com um sorriso contido. E falava de como sabia o que era sentir dor. Por isso,sabia que ia passar.
-Mulher, vovó ama essa menininha dengosa, linda!
-Você já tabou de lavar os platos vó?
Perguntava ela,com seu linguajar próprio da fase. Tinha cerca de três anos e dois meses. E a cara mais sapeca e amada de toda a família.
-Falta só limpar a pia. Tô indo!
-Quer passar aquela pomada da vó?
-Telo não!
-Por quê?
-Vai doer muito vó!!
-Vovó sabe que quando a gente sente dor,pensa que não vai passar. Mas passa.
A menina berrou ainda mais alto. Impaciente pela dor e por esperar os dengos de sua avó,como de costume.
Mas,pouco a pouco ficava mais calma. Esperando que a avó,enfim, terminasse aquela limpeza na pia 
-Quando você  tabar,a gente vai blincar de escondê?
-Melhor não,você pode cair outra vez.
-Vó,eu não vou tair...você vai contar: dois,cinco,nove e eu vou escondê.
-Tá bom,a gente brinca depois.
No rádio tocava uma música. Ambas concentradas nos seus próprios pensamentos,ouvia o rádio sem saber quem ou que cantava.
Adrielly fez mais uma reclamação. Sua avó tornou a afirmar que a dor iria passar,ouvindo a mesma resposta.
Enquanto,terminava de organizar a pia. Viu um olhar de confirmação de suas palavras.
Porém,a menina a olhou meio de lado e voltou a olhar para o quintal. Estava sentada no banquinho,ao lado da pia,onde sua avó a colocou até poder lhe dar toda a atenção.
Agora, totalmente calma, já não segurava impaciente o paninho que sua avó lhe emprestou para cobrir o arranhão superficial no seu joelho esquerdo. Mais um para sua coleção.

Toque de Recolher

Houve um tempo em que todo o Planeta Terra foi convocado ao confinamento. Ninguém devia andar nas ruas sem um motivo plausível,p...