–Marta,meus peitos estão doendo...
–Sei como é irmã...a gente saiu logo cedo e a Érica deve está dando trabalho depois de tanto tempo sem mamar.
–Essa jornada pedagógica precisava ser aqui em Arapiraca, Selma?
–Tambem não entendi isso...minha leitura é pouca!
–Selma,vamos lá no banheiro.Já estou febril...daqui a pouco vou passar mal!
–Vai fazer...
–Lá eu digo o que vamos fazer.Anda Selma,levanta dessa cadeira!
–Deixe de ser impaciente,Marta.Eu tô pegando minhas coisas e arrumando a bolsa.Quer que tudo fique aqui largado até a gente voltar?
Alguém fez pedido de silêncio e outras pessoas concordaram dizendo que elas estavam atrapalhando a compreensão sobre o tema da palestra,que era a terceira daquela manhã.
–Fechou a porta Selma?
–Fechei...
–Olhe como tá duro...
–Tô vendo!
–Tá muito dolorido...
–Sei que dói.
–Selma...
–Nem me olhe assim Marta!
–Só um pouco!
–Tá muito peludo,não vou botar a boca aí!
–Mameeee...um pouquinho.Eles vão explodir!
Na praça de alimentação do shopping alguns olhares tortos voltados para a mesa onde Selma e Marta estavam sentadas almoçando,fez com quem ambas sentissem algo no ar.
–Selma, acredito que esses olhares explica o que aquela moça da limpeza, lá no banheiro, falou.
–Será Marta?
–Lembra o que ela disse?
–Abre aspas: "É cada tipo de vagabunda nesse mundo!" Foi exatamente isso,Selma.
Valdelice Nunes
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