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segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Sem Luz

E apagou-se a luz da rua,o breu tomou conta de cada casa 
Antes a gente sentava na calçada ou dançava e cantava no meio da rua
A Lua brilhou mais intensamente,quase ninguém notou
Acenderam luzes das lanternas de alguns smartphones
O mundo virou os sons das notificações,do céu vinha o clarão 
Na imaginação tinha a antiga magia,eu via aquela menina cheia de desejos
Que nem pensava no que seria os outros dias, onde a euforia seria prêmio de consolação 




Valdelice Nunes 
Novembro/2024
*imagem* Pinterest 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Amnésia


Tudo leva algum tempo?
…Eu já não sei!
Sei que ele passa
feito um vento
Carregando e trazendo
momentos
que já nem sei se faz bem.

Não sei se existia tempo
ou eu não sabia que era 
preciso contá-lo…
Anotar lembretes
registrar em fotografias,
juro que não sabia!
Não fazia diferença
vê-lo passar.

Tudo que sei
é que não é possível estocá-lo
E que viver é desafiar-se
pois tudo que se tem
é o momento presente.



Valdelice Nunes
Fevereiro/2023
*imagem* Pinterest 
#Jøfráseø_Editora



https://www.facebook.com/Valdelicenune


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Cantiga de Amigo 3



Um dia o nevoeiro
Cobrirá as memórias
Sei que é inevitável
As memórias serão apagadas

Então amiga
Leia estas palavras
Aqui, um pouquinho
da vida estará eternizada

Um dia esse nevoeiro
Me fará esquecer de mim
Estarei presente
Apenas de corpo
Amiga,os sentimentos
Estarão mortos

Por isso acesse
Arquivos que escrevi
Leia,ria,reviva...
Momentos que levarei comigo
Abrigados numa terra não conhecida

Algum dia não terei
Acesso às memórias
Enquanto eu estou aqui
Precisamos sentir a vida
Pois dela não se leva nada.


*imagem* k1 ng brunna
#Jøfráseø_Editora

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Banho de Chuva

 


Ela corria feliz na chuva 

Era assim no mês das trovoadas

Descalça e sem blusa

Subia e descia as calçadas


Em janeiro começava a chuvarada

Mês de reparar as goteiras

De fazer lambedor pra meninada

E aparar água na biqueira


Mês de dormir com as costas quentes

Por cometer o desatino

De correr contente na chuva

Menina de short e descalça

Que pensava já ser gente


Subia e descia as ladeiras

Não sentia cansaço,suja de lama

Molhada de brincadeiras

Tudo que não queria era a cama

Toda descabelada,debaixo da biqueira


* Na minha infância,janeiro era o mês das "chuvas de trovoadas". Mês quente e úmido; a chuva trazia resfriado e gripes devido o choque térmico.

*biqueira: cano para queda d'água do telhado,ou embutido jogando a água na rua.

Atração

Começou A plateia esperava ofegante adrenalina  Sofia na corda bamba Risos,alegria... esperanças  No lado de fora zombavam riam ...