domingo, 18 de janeiro de 2026

Dublê de Rico

Tem base preservar uma história,sem considerar que muitas construções antigas estão botando vidas em risco?
Pois é,a vida de quem vive em cidade histórica pelo país tem disso. Um amontoado de sobrados,igrejas e outras construções milenares ou seculares que até servem para fazer turista gastar,para o IPHAN "manter viva a história" daquele local...mas no dia a dia,casas se deterioram e os herdeiros não conseguem fazer a devida manutenção; até porque nem vivem na cidade onde seus ancestrais viveram,na maioria dos casos.
Alugam os sobrados e visitam a terra dos ancestrais em tempos festivos: Bom Jesus dos Navegantes, Carnaval e Festas Juninas...
O resultado é uma cidade que mantém fachadas e negligencia a vida de quem transita pelas praças,ruas e becos. Também não sei se é seguro a visitação em muitos dos lugares que preservam os acervos históricos. É um caso a repensar o que é fazer turismo e preservação da cultura de uma cidade seja ela histórica ou não. Porque todo lugar tem uma história.
Aqui em Penedo o que mais se ver são sobrados e casas que estão ocas ou com paredes sustentadas por vigas. Se isso for preservar,eu não sei o que seria destruir e descaracterizar o patrimônio arquitetônico de uma cidade.
E,assim,segue uma história de dublês de ricos que herdaram se apropriam de narrativas culturais para ostentar tradição e berço.


Valdelice Nunes 
> imagem < arquivo pessoal 

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