Tinha uma cama floral
Um colchão de águas marinhas
Levitava entre algas e capim
O barquinho se encolhia
Não era o fim nem o começo
Era um abrir de cortinas
Num ensaio de todos os dias
Sem texto nem direção
O espetáculo se desmontava
Ouvia-se os silêncios
Dentro e fora de mim
Encarando um público
desatento
O ato mais impensado
Reproduzir cada voz
sopradas por todos
os ventos...
Valdelice Nunes
> imagem < Pinterest
4 comentários:
Lindo poema. Te mando un beso.
Outro bju pra ti!
Adorei os versinhos!
Boa semana!
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Obrigada, Emerson!
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